O Século do Ouro
A descoberta do ouro pelos bandeirantes paulistas foi um dos motivos de “desbravamento” dos índios. Escravos faziam o trabalho em rios e terras, no entanto não eram somente servis que trabalhavam, homens sonhavam com dinheiro e rumavam para as terras ricas. Portugueses também queriam a fortuna, como conseqüência houve falta de comida para todos. Fome, miséria e mortes por desnutrição existiam em cenário de tamanha abundância em ouro.
Produtos[1] de outros Estados eram trazidos com a finalidade de suprir a necessidade local e aumentar a renda dos comerciantes que “abusavam” no preço. Os bandeirantes foram os primeiros garimpeiros, dessa forma, consideravam-se como os únicos com direito de minerar.
Emboabas[2] e bandeirantes brigavam[3] na terra sem lei, incluíam-se a esse barulho garimpeiros contra garimpeiros, garimpeiros contra comerciantes, índios e escravos. Todos queriam o ouro, entretanto o sangue é que banhava o lugar. O governo português começa a controlar a mineração, uma lei mais severa que a falta de lei existente.
A esperança de melhorar de vida – uma sonhada mobilidade social – poderia ser direcionada àqueles que possuíam recursos financeiros. A aspiração por obter mais lucro, piorava a vida do escravo que, por muitas vezes, era pior que no trabalho agrícola. Vários impostos estavam previstos nas leis, o quinto[4] era o principal. O sentimento negativo em relação à Metrópole era desenvolvido pelos exploradores e como resultado sonegavam[5] o tributo.
Casas de fundição foram criadas para combater a sonegação, o quinto era retirado nesses estabelecimentos. A resposta contra o controle da Metrópole foram as Rebeliões[6]. Principalmente, porque novas preciosidades estavam sendo encontradas em outros Estados e o governo aumentava mais o “mando” na Colônia.
Um contratador foi nomeado, a função era a de vigiar e pagar para o governo os altos impostos. Ouro e diamantes pagavam produtos que eram comercializados com a Colônia ou contrabandeados. A riqueza saia das mãos brasileiras e migrava para mãos européias. Os portugueses entregavam a abastança em tratados[7], que prejudicavam a economia de Portugal.
A geografia do Brasil colônia “oscilava” em regiões açucareiras e províncias mineradoras, zonas rurais e urbanas que “desfilavam” riquezas. As cidades eram importantes centros econômicos, ricos e pobres mesclavam com uma emergente classe social: a classe média[8] colonial. A capital da Colônia “mudaria” para a região sudeste, afinal o crescimento econômico estava nesses Estados.
A mineração estimula a pecuária, a fim de vender a carne[9], que era envolvida com bastante sal e depois colocada no sol, surgiu a criação de bois e, em alguns Estados, a criação de porcos. Os pobres e escravos eram alimentados com o charque e os ricos, com carnes frescas. A mineração, a produção de cana-de-açúcar, a exportação de algodão e a pecuária uniam o Brasil na economia.
O tabaco e a “cachaça” serviam como financiadores para a compra de novos escravos, as monções[10] ligavam o Brasil no comércio e a decadência da extração de ouro mudou as características regionais. Pombal obteve sucesso com a balança comercial de Portugal, com raciocínio mercantilista procurou diminuir o contrabando e com a instalação de pequenas manufaturas valorizaram a produção local.
Economia e política modificando o Brasil, o real dono da Colônia seria a Metrópole, o sistema de capitanias hereditárias foi extinto. A política atraia a elite para o Rio de Janeiro e expulsava os jesuítas da Metrópole e da Colônia. A morte de D. José I[11] retrocede a economia por vias políticas.
O retrocesso e a independência das Treze Colônias inglesas foram “estopins” para movimentos de independência em Minas Gerais e na Bahia, todavia a Colônia estava insatisfeita com tantas desvantagens financeiras e burocráticas. A mudança seria o caminho para a liberdade.
[1] Eram variados, como, por exemplo, queijos, facas, ferramentas, roupas, louças, vinhos e móveis.
[2] Alcunha que os bandeirantes deram aos portugueses e forasteiros interessados no ouro dos pioneiros.
[3] Guerra dos Emboabas.
[4] Os garimpeiros eram obrigados a entregar ao governo colonial um quinto de todo o ouro que descobrissem.
[5] Escondiam o total do ouro e, por inúmeras vezes, obrigavam os escravos a engolir grandes quantidades de ouro. Santos eram “recheados” com ouro. O ouro era colocado nos santos feitos de madeira.
[6] Uma das principais rebeliões foi a de Vila Rica, contra as casas de fundição.
[7] O Tratado de Methuen estabeleceu que o Portugal compraria tecidos da Inglaterra e os ingleses comprariam o vinho português.
[8] Médicos e advogados figuravam nessa nova classe social.
[9] Para que a carne não apodrecesse, era feita a carne-seca.
[10] Eram expedições de comércio de mercadorias levadas pelos paulistas até as áreas produtoras de ouro no Centro-Oeste. Nas monções, as mercadorias geralmente partiam pelo rio Tietê, em São Paulo.
[11] Representante do despotismo esclarecido em Portugal.
[1] Eram variados, como, por exemplo, queijos, facas, ferramentas, roupas, louças, vinhos e móveis.
[2] Alcunha que os bandeirantes deram aos portugueses e forasteiros interessados no ouro dos pioneiros.
[3] Guerra dos Emboabas.
[4] Os garimpeiros eram obrigados a entregar ao governo colonial um quinto de todo o ouro que descobrissem.
[5] Escondiam o total do ouro e, por inúmeras vezes, obrigavam os escravos a engolir grandes quantidades de ouro. Santos eram “recheados” com ouro. O ouro era colocado nos santos feitos de madeira.
[6] Uma das principais rebeliões foi a de Vila Rica, contra as casas de fundição.
[7] O Tratado de Methuen estabeleceu que o Portugal compraria tecidos da Inglaterra e os ingleses comprariam o vinho português.
[8] Médicos e advogados figuravam nessa nova classe social.
[9] Para que a carne não apodrecesse, era feita a carne-seca.
[10] Eram expedições de comércio de mercadorias levadas pelos paulistas até as áreas produtoras de ouro no Centro-Oeste. Nas monções, as mercadorias geralmente partiam pelo rio Tietê, em São Paulo.
[11] Representante do despotismo esclarecido em Portugal.


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