História de Alguns Países

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

Liberais e Nacionalistas

As idéias liberais foram espalhadas por Napoleão Bonaparte por meio de conquistas feitas pela Revolução Francesa, no entanto as idéias foram vencidas pelo Antigo Regime. O Congresso de Viena teve como objetivo reverter as propagações que a conflagração tinha feito na Europa, tendo em vista que os vencedores tinham outras ideologias. A Santa Aliança[1] foi formada para que perpetuasse o conservadorismo nos países europeus, principalmente porque eram contrários aos interesses da elite industrial.
Nos anos 20, 30 e 40 do século XIX, revoluções com bandeiras do liberalismo e do nacionalismo foram levantadas por burgueses, intelectuais, artesãos, estudantes, operários e camponeses, o motivo, a opressão. Todos queriam liberdade e não gostavam de ser dominados, sendo assim, o liberalismo estava a favor do alvedrio dos indivíduos e o nacionalismo, além da liberdade, pregava a autonomia dos povos, o direito de criarem os próprios Estados.
A França pós-revolução viveu épocas de imposição e poder, somente com o “rei dos banqueiros” [2] houve crescimento econômico, desenvolvimento industrial e permanência do voto censitário, formando um contra senso com a desigualdade social. O resultado[3] foi uma grande crise, retorno à república com governo provisório[4] e ruas cobertas por sangues de operários e de simpatizantes da causa.
O retorno de um Bonaparte trazia esperança, Luís Bonaparte, sobrinho neto de Napoleão, foi eleito para governar a França. Promessas foram muitas, conchavos imensos com burgueses e militares e o império o próximo passo. Insatisfações na França e em alguns países europeus, a palavra era liberdade, para o povo. A democracia assustava os governantes com medo de perder poderes e ter de dividir com a população o domínio que havia conquistado.
Quase duas décadas depois, sob a liderança da burguesia aliada à aristocracia, a unificação da Itália com a Alemanha aconteceu, o nacionalismo falava mais alto que o liberalismo. Os ideais cruzavam oceanos e rumavam em livros contrabandeados para a América Latina, cujo local carecia da retirada de governos autoritários e opressores.
O Romantismo[5] esteve presente na Europa, não somente sob forma de literatura, porém de ideologias, era um período vibrante da Revolução Francesa, heróis e liberdade, a identidade individual era a marca, assim como, o resgate da história era feito por meio da arte. A música, por poder atingir em profundidade os sentimentos humanos, foi admirada pelos românticos. Política, literatura e arte para vencer o domínio de poucos, uma revolução que voltava a um passado distante e ideal, a fim de houvesse um sonho com uma nova sociedade.
[1] Formada com a finalidade de contenção de revoltas na Europa, a aliança era formada pelos governos da Áustria, da Prússia, da Inglaterra e da Rússia, uma união militar.
[2] Rei Luís Filipe recebeu essa designação, pois favorecia grandes capitalistas.
[3] As mercadorias ficaram sem compradores e muitas empresas foram à falência. Os salários baixaram e o desemprego cresceu. As colheitas foram ruins e a comida escasseou. A insatisfação popular eclodiu numa grande revolução.
[4] Formado por burgueses liberais que defendiam medidas de melhoria nas condições de vida e na diminuição do desemprego.
[5] Uma nova maneira de sentir e de interpretar a realidade.

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