Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
A Independência da América Espanhola
A busca por outros mercados por parte da burguesia inglesa e o interesse das colônias por produtos sem atravessadores eram facilitadores de novos mercados para os ingleses. Somando-se o prejuízo que a colônia trazia e o interesse britânico, os ingleses apoiaram a Independência Espanhola com dinheiro, armas, navios, além de apoio militar e sustento diplomático.
Economia e ideologia se misturavam com proporções maiores de acúmulo de riquezas, enquanto a elite se lia os pensadores iluministas contrabandeados, os principais interessados na independência auxiliava com bens materiais, no entanto a “nata” da sociedade espanhola somente tinha interesse em livrar-se da metrópole e criar governos próprios. Reservando os direitos para a própria classe social, um iluminismo excludente.
Era quase unânime a rejeição à nação dominante e o sonho de melhoria de qualidade de vida, entretanto dado ao grande número de divisões de classes, seria devaneio para uns, pesadelos para outros e realidade para quem estivesse no poder. Tupac Amaru, no Peru, e Hidalgos e Morelos, no México, mostraram o medo dos criollos com relação à rebeliões populares. Peninsulares[2] e criollos eram potenciais soberanos no poder, eram brancos, ricos e proprietários, as diferenças eram os berços de nascimento.
A elite criolla teve de liderar a independência da América Latina, aproveitando-se da situação vivida por guerras na Europa, em especial na Espanha com a queda do rei Fernando VII. Reuniu os insatisfeitos e instalou governos provisórios[3]. Tempos depois declaram a Independência.
Combates na América Espanhola, quando o rei reassumiu o trono, em 1823, a Espanha estava derrotada, afinal inúmeras repúblicas eram independentes na América Latina, embora Simón Bolívar quisesse que a América da Espanha se tornasse uma grande nação, os interesse de alguns sinalizavam para países autônomos. A grande América não tinha uma capital única, representava vários interesses encostados, eram rivalidades criollas que queriam o poder.
Enfraquecer a América era um ganho de mercado para os ingleses que não teriam dificuldade em conquistar o lucro nas colônias libertas. Auxilio somente para mudar de mãos o dinheiro da população emancipada.
[1] Nascidos na colônia espanhola.
[2] Nascidos na Espanha.
[3] Recebiam os nomes de Juntas Governativas.
A Independência do Brasil
A vontade não era somente brasileira, pois outras nações “amigas” visavam o lucro com o comércio sem atravessadores em um marco de independência que inicia com a abertura dos portos brasileiros. Nações “amistosas”, como a Inglaterra, obtinham mais benesse que comerciantes portugueses, tal qual as manufaturas brasileira que não conseguiam competir com as inglesas, embora os brasileiros tivessem a liberdade de instalar fábricas no Brasil.
Os impostos alfandegários eram um entrave para a indústria nacional. Um Reino Unido a Portugal e Algarves com capital no Rio de Janeiro com direito a produzir e comerciar com outros países poderia ser um benefício se todo o país estivesse sendo beneficiado com as medidas monarquias.
Insatisfeitos alguns Estados divulgavam idéias políticas liberais e revoltas eram contidas no Brasil colônia, depois de dias de independência. Ideologia interesseira não combinava por muito tempo, dessa forma, a revolta não ficava firmada e os pobres, mais uma vez, sofriam por ausência de entendimento.
Revoltas tanto na colônia como na metrópole eclodiam, pessoas de confiança do rei deveriam ser nomeadas para conter os desagrados. O regresso da monarquia era evidente, entretanto o filho Dom Pedro poderia governar mais um pouco o Brasil, cuja política estava tensa com as divergências quanto à re-colonização do Brasil.
Novamente, os sistemas de idéias eram conflitantes, logo, revoltas poderiam surgir, como de fato surgiram. A não necessidade de se derrubar o governo perpassava pelo convencimento de Dom Pedro para assumir a liderança do movimento de independência. O filho no poder poderia conter as manifestações que teimavam em existir no grande Brasil, entretanto a vontade da metrópole era diferente da colônia que conseguiu assinaturas para que Dom Pedro ficasse no Brasil.
O Dia do Fico representou o poder dos interesses brasileiros e o anúncio das eleições para uma assembléia constituinte gerou novas divergências entre conservadores e radicais. Somente a Independência do Brasil poderia ser a salvação do caos, assim, o “Grito do Ipiranga”, em 07 de setembro foi uma saída para a pátria amada, idolatrada e querida pelos interesses de alguns. Dom Pedro I era o primeiro de vários governantes que não tinha sido eleito pelo povo.
A Independência dos EUA
A Guerra dos Sete Anos[1], por exemplo, era um meio de aumentar as receitas inglesas, tendo em vista que os colonos alegavam que o investimento inglês foi pequeno para que os valores cobrados. A Inglaterra percebia na colônia um mercado consumidor para os produtos industrializados, no entanto não poderia deixar as liberdades econômicas, sendo assim, proibiu que a colônia tivesse as próprias manufaturas.
Impostos, taxas e leis, opressão que não era suportada pelos colonos. Os debates entre os que habitavam a colônia resultaram em passeatas[2] que eram reprimidas com morte de civis.
A diminuição do lucro das Treze Colônias em relação ao chá[3] provocou revolta nos comerciantes da colônia que disfarçados de “índios” atacaram os navios da Companhia das Índias[4]. O liberalismo político[5] seria a solução momentânea para tanta opressão, entretanto o governo britânico recusou o possível recurso. Dessa forma, o confronto e a agitação ideológica foram a manifestação dos reprimidos.
Os homens mais ricos e influentes[6] da Colônia se reuniram num congresso, na cidade da Filadélfia e decidiram formar um exército para lutar pela independência nacional. No dia 4 de julho de 1776, os rebeldes anunciaram a celebre declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Esse documento foi redigido por Thomas Jefferson, um intelectual e fazendeiro que mais tarde seria presidente dos EUA.
O conteúdo da declaração de Independência era geral e muito das idéias foram aproveitadas para outras nações, porém somente a aliança com a França beneficiou os colonos contra a Inglaterra. Embora imediatista a união entre os interesses da colônia, cada classe assumia uma visão de governo.
A Constituição dos Estados Unidos, feita em 1787, mostrava a vontade dos mais poderosos, assim, visões de liberdade eram semelhantes a propriedades. O entusiasmo europeu e americano acreditava que a Revolução Americana era a confirmação prática dos ideais iluministas. “Tiradentes”, entusiasta do Brasil, na época da decadência da mineração, acreditava nesses ideais de liberdade.
[1] Um confronto, na América, entre os colonos ingleses e os colonos franceses. Os dois lados brigavam pelo controle das florestas que se achavam a oeste das Treze Colônias. No final os colonos ingleses venceram.
[2] Protesto na cidade de Boston.
[3] A Lei do Chá garantia o monopólio de comércio da Companhia das Índias Orientais, uma empresa que pertencia à burguesia britânica.
[4] The tea party of Boston - A festa do chá em Boston.
[5] Pregava que o governo deve se submeter à vontade dos cidadãos. Representantes deveriam viajar até Londres para ser deputado do Parlamento britânico, defendendo os interesses dos colonos.
[6] O fazendeiro e general George Washington.
A Revolução Francesa
A insatisfação era geral, enquanto o governo investia no luxo da nobreza, a burguesia não conseguia capital para o investimento nos negócios. A esperança de que os governantes abrissem estradas e melhorassem os portos era remota. Idéias foram surgindo e se espalhavam pela França sofrida. O humorismo em relação à situação era sarcástico e desenhos ilustravam a insatisfação do povo.
Queda na produção e aumento dos preços contribuía para mais descontentamento. A falência do Estado era eminente e a divisão da massa falimentar deveria ser dividida com a nobreza que teria de pagar imposto, logo, o aborrecimento foi geral, além do pagamento, perderiam os privilégios. A consulta à sociedade francesa[2] não obteve resultado satisfatório. O Terceiro Estado se rebelou, ameaçando criar uma Constituição, o que de fato aconteceu no Estado Absolutista.
A queda do regime absolutista começava na “tranqüilidade” da revolução, que deixou de ser calma, porque o rei e os nobres não queriam perder as regalias. As armas dos governantes iniciaram revoltas, no entanto o poder estava com a maioria os sans-culottes formaram uma multidão que ganhou as ruas e invadiu a fortaleza francesa. A queda da Bastilha foi o início da Revolução Francesa.
Não era somente um agrupamento social que se rebelava, camponeses invadiram castelos e ocupavam pedaços de terras, dessa forma, foram reprimidos pelos deputados[3] da Assembléia Nacional. Atitudes deveriam ser tomadas, a aprovação da Declaração[4] dos Direitos do Homem e do Cidadão e a formulação da Constituição foram documentos importantes para o fim do absolutismo, que passava a ser uma monarquia constitucional.
Embora a luta fosse conjunta, a burguesia tinha saído mais fortalecida e beneficiada. O quesito do sufrágio censitário[5] para a eleição de deputados foi mal vista pelos participantes das revoltas. A exigência por mudanças continuava, e o apoio de Robespierre[6], foram precursores de mais insubordinações. A ajuda da Áustria e da Prússia, a fim de restaurar o absolutismo, foi satisfatória no início, contudo as desconfianças recaíram sobre o rei francês, que tentou fugir, porém foi preso.
A vitória foi francesa e a república proclamada. O governo estava a cargo da Convenção[7] que governava com três partidos: a Gironda[8], a Planície[9] e a Montanha[10]. Oscilações ideológicas aconteciam, entretanto consensos existiam, como, por exemplo, o julgamento a respeito do rei Luís XVI, culpado e apesar das agitações e, em alguns casos, discordâncias, o monarca foi executado. O resultado foi invasões e declínio do poder francês.
Interesses movimentavam a Convenção, a mudança de poder para “as mãos” dos jacobinos provocava revoltas e vontade de estar no domínio novamente. A criação de impostos para os ricos que revertiam em assistencialismo poderia ser necessária para ter o apoio popular. O terror estava presente, em um período que recebera o nome de Período do Terror, houve a condenação dos “inimigos da revolução” e a nação se mobilizava para a guerra.
Todos assumiam papéis na mobilização para o combate, incluindo o exército de “soldados-cidadãos” que se instrumentalizavam para a vitória contra os invasores e como conseqüência a burguesia se preparava para retomar o poder. Esforços foram feitos para evitar, novamente, o terror e a insegurança estavam presentes na França. Grupos se divergiam internamente e o isolamento concorreu para a perda de apoio.
A gana era muita e sentimentos raivosos tomaram o cenário de insatisfação. A perda do poder por parte dos jacobinos, foi comemorada pelo grupo do Pântano em golpes contra o perdedor. Execuções sem julgamento marcaram a reassunção da burguesia, conhecida como “reação termidoriana”. O cenário era de horror. O governo mudava de nome, todavia era mais um “jogo” de interesses que uma preocupação social, mesmo assim um avanço para países europeus que “viviam” em Antigos Regimes.
Diretório era o nome que foi dado a uma Assembléia, cujo domínio estava “nas mãos” de uma classe, dessa forma, não tinha autoridade suficiente para governar. Napoleão Bonaparte[11] seria a solução para a França, propostas de “golpe” para que governasse e modificasse as questões políticas com a “força”. Assim foi feito, após um mês “de golpe”, foi imposta nova Constituição, com poder ditatoriais por dez anos e título de cônsul ao golpista. Parecia que a França tinha intenções de paz, um banco foi criado para controlar as finanças e apoiar os projetos econômicos da burguesia.
Leis em favor da burguesia foram criadas, como, por exemplo o Código Civil de 1804 e um plebiscito fraudulento que tornava Bonaparte imperador, defensor dos negócios da burguesia, amedrontava nações absolutistas. Revoluções aconteciam e a França de defensora começa a fazer parte do ataque. Vencer a “dura” Inglaterra era a meta, assim, foi decretado o Bloqueio Continental[12], que teve “vida curta”, tendo em vista que os produtos ingleses tinham melhor qualidade e os outros países não queriam ser oprimidos. O resultado da “empreitada” napoleônica foi o exílio[13] do imperador.
Todos queriam o que deles fora “tomado”, a sugestão de um novo rei, Luís XVIII, para governar não foi aceita, entretanto o retorno de exilado foi aceito. Alguns meses “permitiram” que sentisse mais um pouco o gosto pelo poder, pois o envio para uma nova expatriação foi feito pelos ingleses que o enviaram para uma pequena ilha, Santa Helena, na África. Local de morte em 1821 devido a problemas de saúde.
[1] Grupo social no qual se reuniam pequenos produtores urbanos e comerciantes.
[2] A convocação da Assembléia dos Estados Gerais. Oficialmente, a sociedade francesa estava dividida em três Estados: Primeiro, membros do alto clero; Segundo, nobres; Terceiro, a população francesa e as sub-divisões de classes. Para o primeiro e o segundo Estado havia tribunais especiais. No ano de 1789, novecentos deputados foram escolhidos para representar os três Estados.
[3] Na chamada Noite do Grande Medo, foi decretado o fim de todos os privilégios feudais.
[4] Baseava-se nas idéias iluministas.
[5] Somente as pessoas com certo nível de renda podiam votar.
[6] Advogado e defensor do fim da escravidão nas colônias e do direito das mulheres ao voto
[7] Assembléia eleita com sufrágio universal masculino.
[8] Sentavam-se na ala da direita da Assembléia e representavam a alta burguesia. Estavam de acordo com a revolução, todavia não queriam novas mudanças.
[9] Planície ou o Pântano ficava no centro, representava a alta burguesia.
[10] Os jacobinos ficavam do lado esquerdo e recebiam o nome de montanheses, porque se sentavam nas cadeiras do alto. Representantes da pequena burguesia, no entanto consideravam que os interesses dos sans-culottes e dos camponeses deviam ser atendidos., haja vista que se tornaram algumas das mais famosas figuras da Revolução.
[11] Nasceu na Córsega, uma antiga região italiana ocupada pela França. A família era da pequena nobreza decadente. Com apenas 24 (vinte e quatro) anos de idade, atingiu o posto mais alto da carreira militar: tornou-se general. Sob o comando dele, os exércitos franceses obtiveram vitórias esmagadoras, assim, o nome dele tornou-se popular.
[12] Punição para o país europeu que ousasse comerciar com a Inglaterra.
[13] Napoleão foi derrotado e mandado como prisioneiro para a ilha de Elba.
Revolução Industrial
Uma população pobre ou empobrecida aceitava qualquer oferta de trabalho e salário. A ruína de artesãos os recrutava para a venda da mão de obra para as indústrias, o proletariado crescia no Estado que realizava obras favoráveis ao desenvolvimento do capitalismo. O investimento na Educação favoreceu a tecnologia e a crença no progresso beneficiou a ousadia, no entanto a visão de ganho modificava uma sociedade.
Marinha e ferrovias foram responsáveis pela disseminação dos produtos ingleses. Mais trabalho e menos preocupação com os empregados caracterizavam essa revolução na Inglaterra. Após os Estados Norte dos Estados Unidos vencerem os do Sul, em uma guerra civil, indústrias foram implantadas na América do Norte. Governos apoiavam, afinal conheciam os reais benefícios dos apoios. Japão alia-se a burguesia e impulsiona a industrialização.
Reflexões foram feitas a respeito da industrialização, Adam Smith[2] questiona a relação de poder da época. O mercado era comandado pelo Estado, que regulamentava a economia, havendo prejuízos nas relações de consumo, pois sem a intervenção os consumidores poderiam comprar produtos com qualidade e com preço baixo.
As discordâncias entre fisiocratas e Adam Smith moviam o mercado, do primeiro extremo, a crença na agricultura como a única atividade produtiva possível e, do segundo, a confiança nas virtudes do capitalismo. A industrialização foi grande, no entanto a pobreza cresceu muito mais, o proletariado estava na miséria, pois somente capitalistas enriqueceram-se as custas de barulho, de sujeira, de humilhação, de autoridade e de morte.
O surgimento de favelas e cortiços foi inevitável. O trabalhador precisava ter outro perfil, apenas conseguir controlar os mecanismos. O músculo e a força não eram mais necessários no progresso da industrialização, dessa forma, crianças poderiam ser empregadas.
A busca pelos direitos chegava com a Revolução Industrial, era o início das lutas operárias, que ajudavam os operários a formar consciência de que pertenciam a uma mesma classe social: o proletariado. O Ludismo[3] conquistou vitórias, todavia o governo defende propriedades e não direitos, assim, poderia condenar os rebeldes à forca. A seqüência dos movimentos em defesa dos direitos dos trabalhadores deu origem aos sindicatos, sendo assim, as lutas econômicas contra a burguesia se refletiam em greves, que, em alguns países, resultavam em perseguição, prisão e morte.
Os cartitas[4], na Inglaterra, redigiam um documento chamado Carta do Povo e o enviaram ao Parlamento inglês, foi um movimento importante para o proletariado na aquisição da consciência política. O voto de operários especializados e da pequena burguesia foi um ganho considerável para a época.
A culpa para a desventura do proletariado era dos próprios trabalhadores, segundo Thomas Malthus, que previa a falta de alimento, devido ao crescimento acelerado da população. Era uma progressão com resultados desastrosos e com a ajuda das leis naturais haveria mortes por fome, por pestes, por guerras e por catástrofes naturais. Os benefícios que pretendiam ser concedido poderiam ser mais prejudiciais à população.
Os grandes capitalistas poderiam investir em artistas e inventores, não deveriam pagar impostos, haja vista que poderia ser um grande prejuízo para toda a humanidade: impediria o progresso da tecnologia e da economia, arruinaria o desenvolvimento cultural. O governo não deveria servir os pobres, prova da afirmativa foi a adoção de leis que aboliam a ajuda aos desempregados. A mudança de hábitos e costumes foi radical.
A repetição do trabalho agrícola não se assemelhava com o trabalho do proletariado e as transformações incessantes se refletiam em novas máquinas, novos produtos, novos gostos e novas modas.
[1] Por meio de ataques corsários, de tráfico de escravos, de empréstimos a juros, de pagamentos ínfimos, de guerras, de acordos e de tratados.
[2] A obra A Riqueza das Nações (1776) é considerada início da ciência econômica.
[3] Grupos que invadiam as fábricas e destruíam o maquinário, uma das primeiras manifestações de descontentamento.
[4] Operários, artesão e até gente da pequena burguesia faziam parte desse movimento. Reivindicavam o sufrágio universal masculino.
A Revolução Inglesa
Revoluções estiveram presentes na história, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na França, no Brasil entre outros países. A revolução inglesa revelou ser uma “conquista” por parte dos cidadãos, poderiam lutar por direitos políticos e por uma igualdade.
A Inglaterra, no século XVI, era uma grande potência econômica, no entanto no século seguinte houve uma mudança econômica na Europa, impostos foram aumentados para que os governantes conseguissem manter o padrão de vida. Uma pequena parcela estava satisfeita, aquela que recebia privilégios, a maioria estava contrariada e sentia-se oprimida.
A política se alterava desde o século XIII e, no século XVII, os parlamentares representantes da burguesia e da nobreza estavam no poder. Descontentes com a situação da época, que envolvia todas as classes sociais em uma guerra civil e estavam insatisfeitos com a aliança da monarquia com os tradicionais senhores feudais e com os grandes comerciantes.
A “gentry”, a burguesia, os artesãos, os comerciantes, os camponeses e os médios fazendeiros apoiavam o parlamento contrário ao rei e “venceram” o exército real, todavia não era somente a política que tinha conflito. A religião também estava em “desordem”, pois embora a igreja anglicana estivesse ligada ao Estado absolutista, a maioria era calvinista.
O general Oliver Cromwell[1] “chega” ao poder e torna-se um ditador, causando a insatisfação na população e a criação de um grupo[2] político para a oposição. Radicais[3] também se posicionavam contrários aos propósitos do ditador, porém, tantos os niveladores quanto os escavadores, foram presos e executados.
A “gentry” e parte da burguesia foram protegidas no governo ditatorial que impedia a recuperação de prestígio pelos aristocratas feudais. Embora fosse ditador, zelava pelos interesses ingleses, como, por exemplo, no decreto dos Atos de Navegação[4].
Após a morte de Cromwell, a nobreza feudal e a burguesia restauraram a monarquia com Carlos II, filho do rei decapitado, Carlos I, pois temiam novas revoltas, contudo re-estabeleceram o Parlamento.
Na seqüência da história, outras brigas familiares fizeram parte da vida inglesa na sucessão real. A Revolução Gloriosa foi tida como uma “insurreição” que não houve “derramamento” de sangue.
O respeito à Declaração dos Direitos – Bill of Right – foi fundamental para o restabelecimento da ordem na Inglaterra. O voto censitário, apenas homens com boa renda poderiam votar, excluía a maioria da população trabalhadora, entretanto a consciência política foi “despertada” e tiveram como representantes Thomas Hobbes e John Locke.
O liberalismo[5] tornou uma doutrina bastante usual do “povo” inglês, unia o direito à propriedade e a garantia da liberdade[6] individual. O absolutismo foi abolido em favor do regime político liberal.
A burguesia foi favorecida pela revolução que estimulou o desenvolvimento do capitalismo na Inglaterra. O país foi precursor na instalação de fábricas que utilizavam máquinas a vapor, a revolução industrial começava.
[1] Cromwell era fazendeiro e casado com a filha de um grande comerciante. Com isso, ele acabou usando seu poder para implantar um regime ditatorial e quem discordasse seria preso pelos soldados.
[2] Os niveladores foi o grupo criado para a oposição e exigiam que os pobres também tivessem o direito de eleger representantes para o Parlamento
[3] Os escavadores, que desejavam que as terras da Igreja anglicana e da aristocracia feudal fossem repartidas entre os camponeses.
[4] Determinavam que o comércio com a Inglaterra só poderia ser feito por navios ingleses ou por navios estrangeiros que carregassem mercadorias do próprio país de origem.
[5] Princípios fundamentais do liberalismo político:
1. Os governos só existem para atender aos interesses individuais. Devem proteger a propriedade privada, a liberdade, a segurança e a vida;
2. Quando o governo não atende aos indivíduos, os cidadãos têm o direito de colocar outros homens para exercer o governo;
3. Os homens responsáveis pelo governo representam os cidadãos. São escolhidos por meio do voto;
4. A lei deve ser a mesma para todos. O próprio governo deve se submeter às leis;
5. A lei deve representar a vontade da maioria dos cidadãos;
6. O governo não tem direito de interferir na vida privada de um cidadão que cumpre a lei.
[6] Não poderia sufocar a liberdade de outro individuo.
As Revoltas Anticoloniais
Influenciado pelas idéias Iluministas
Admiradores da vitória dos Estados Unidos contra a Inglaterra
Revoltados com exploração colonial
Queriam conquistar a independência
Ajuda da maçonaria
Influenciada pela Revolução Francesa
Escassez de comida pelo aumento da plantação de cana-de-açúcar, pois os preços internacionais do açúcar subiram
Livrar-se de Portugal para que houvesse menos miséria
Classe média e de homens livres e pobres
Propostas políticas mais democráticas
A “República” escolheu a Inconfidência Mineira como “representante” dos movimentos que clamavam por liberdade, pois o medo dos “exageros revolucionários” comandado pelos menos providos de dinheiro era um fator a ser analisado tendo em vista que também poderia desagradar essa classe social durante a estada no governo. Não queria um incentivo para manifestações. Dessa forma, teria de propor um mártir, que apareceria em programas oficiais de educação, nos livros didáticos, nas praças e deveria ter uma data para comemoração e para as homenagens públicas, então, Tiradentes foi o eleito.
[2] Cobrança dos impostos atrasados.
[3] Anos a mais de cadeia, exílio permanente em Angola e morte a Tiradentes, em Minas Gerais. Em Salvador, prisão, exílio na África, açoitamento em público e condenação à morte por enforcamento.
[4] A luz faz menção ao Iluminismo.
Liberais e Nacionalistas
[2] Rei Luís Filipe recebeu essa designação, pois favorecia grandes capitalistas.
[3] As mercadorias ficaram sem compradores e muitas empresas foram à falência. Os salários baixaram e o desemprego cresceu. As colheitas foram ruins e a comida escasseou. A insatisfação popular eclodiu numa grande revolução.
[4] Formado por burgueses liberais que defendiam medidas de melhoria nas condições de vida e na diminuição do desemprego.
[5] Uma nova maneira de sentir e de interpretar a realidade.
O Iluminismo
[1] Filosofia das luzes, ilustração, esclarecimento e enciclopedismo.
[2] Aquele que tona a vida das pessoas mais confortável.
[3] Aquele que amplia os direitos das pessoas, amplia a liberdade.
[4] Razão, liberdade e progresso.
[5] Enciclopédia de Diderot e D’Alembert.
[6] O governo deveria ser repartido entre pessoas diferentes. O poder Executivo deveria ser entregue ao rei ou a uma pessoa eleita para isso. O poder Legislativo deveria estar nas mãos de uma assembléia de deputados eleitos pelos cidadãos. O poder Judiciário seria exercido por juízes e por tribunais.
[7] Os fisiocratas acreditavam que, do mesmo jeito que a natureza segue as leis da mecânica descobertas por Newton, a economia também funcionaria de acordo com certas leis. Fisiocracia significava, em uma “tradução literal”, “poder da natureza”. Para os fisiocratas, a melhor maneira de fazer a economia de um país se desenvolver seria deixando a economia funcionar naturalmente, sendo assim, atacavam o mercantilismo.
[8] O comércio e o artesanato eram considerados úteis, mas “estéreis”. A agricultura, ao contrário, aproveitava o poder da natureza para transformar pobres sementes em ricas plantações.
[9] Camponeses famintos, burgueses prejudicados em seus negócios, artesãos sufocados por impostos, intelectuais humilhados por nobres, colonos desesperados ante as exigências das metrópoles.
[10] Escrevia de forma simples, engraçada e irônica.
[11] Empenhou-se em mostrar que havia muitos sábios e pessoas honestas nos povos com costumes e religiões diferentes dos europeus. Preferia um governo de assembléias populares, pois só poderia haver direitos de cidadania quando as pessoas participassem das decisões do governo.
[12] Montesquieu era nobre, mas de certa forma contrariou os interesses da nobreza. Foi um dos criadores da teoria da separação dos três poderes para controlar os poderes absolutistas do rei, desse modo, o poder seria limitado pelo próprio poder.
O Período Regencial
Grandes proprietários que moravam em outras províncias queriam o federalismo e, como tinham poder e dinheiro, financiavam rebeliões, que aconteciam no Norte, Nordeste e Sul brasileiro. A população das “classes médias” engrossava o coro dos revoltosos, com idéias liberais, rejeitavam também o voto censitário e o senado vitalício. Os miseráveis e famintos, além de sofridos, estavam descontentes.
[2] Autonomia para cada província, direito das províncias de escolher seus próprios governantes, fazer suas próprias leis, pagar poucos impostos para o poder central.
[3] Tinham lutado contra os abusos de D. Pedro I, achavam que o governo não podia ser tão autoritário e reconheciam que o poder estava excessivamente centralizado. Tinham algumas idéias liberais.
[4] Conjunto de leis, que criou as Assembléias Provinciais, ou seja, nem todas as leis eram feitas pelo poder central, algumas leis também podiam ser elaboradas pelas Assembléias Provinciais.
[5] Formado apenas por confiáveis oficiais do exército.
[6] Uma espécie de polícia militar, com pessoas de poder aquisitivo alto, tinha como comandantes os maiores fazendeiros. Por esse motivo é que durante muito tempo os latifundiários brasileiros foram chamados de coronéis.
[7] Abalou o Grão-Pará. O nome derivava de que muitos rebeldes eram pessoas pobres que moravam em simples cabanas cobertas por palha e em palafitas na beira dos rios.
O Século do Ouro
[1] Eram variados, como, por exemplo, queijos, facas, ferramentas, roupas, louças, vinhos e móveis.
[2] Alcunha que os bandeirantes deram aos portugueses e forasteiros interessados no ouro dos pioneiros.
[3] Guerra dos Emboabas.
[4] Os garimpeiros eram obrigados a entregar ao governo colonial um quinto de todo o ouro que descobrissem.
[5] Escondiam o total do ouro e, por inúmeras vezes, obrigavam os escravos a engolir grandes quantidades de ouro. Santos eram “recheados” com ouro. O ouro era colocado nos santos feitos de madeira.
[6] Uma das principais rebeliões foi a de Vila Rica, contra as casas de fundição.
[7] O Tratado de Methuen estabeleceu que o Portugal compraria tecidos da Inglaterra e os ingleses comprariam o vinho português.
[8] Médicos e advogados figuravam nessa nova classe social.
[9] Para que a carne não apodrecesse, era feita a carne-seca.
[10] Eram expedições de comércio de mercadorias levadas pelos paulistas até as áreas produtoras de ouro no Centro-Oeste. Nas monções, as mercadorias geralmente partiam pelo rio Tietê, em São Paulo.
[11] Representante do despotismo esclarecido em Portugal.
Primeiro Império
A elite conseguia o direito nos contratos, os debates políticos atendiam aos senhores mais abonados e o partido português defendia poderes infinitos ao imperador, assim como, o partido brasileiro, porém com a inserção dos deputados no controle. As pessoas de baixa renda não tinham “voz” e voto e os radicais queriam uma monarquia constitucional.
[2] Deveria dirigir a nação e seria exercido pelos ministros nomeados pelo imperador.
[3] Faria as leis. Seria exercido pela Assembléia Geral do Império, formada por deputados e senadores.
[4] Encarregaria de zelar pelo cumprimento das leis.
[5] Exercido diretamente pelo imperador.
[6] Formada por deputados e senadores, eleitos por voto censitário e indireto.
[7] Autorização.
[8] Criação de uma nova nação, unindo províncias nordestinas em regime republicano.
[9] O poder central teria plenos poderes sobre todas as províncias.
[10] O Uruguai foi considerado parte do Brasil, com o nome de província Cisplatina.

